Aquilo que se dissolve no ar antes mesmo que possamos dizer seu nome. O hiato entre o antes e o depois. O espaço da potência, da espectativa, do possível. Você se dissolve no impossível mas de repente algo te puxa de volta à realidade. A concretude visceral te acerta de vez. Sim, é como se suas vísceras estivessem espalhadas pelo concreto. Guimarães Rosa dá lugar a Edgar Alan Poe. Mas o desconforto no estômago é o mesmo, ele não passa nunca. Não sei que final vai ter. Mas só sei que é assim que é.
If I threw my guitar out the window, so far down, would I start to regret it? Or would I smile and watch it slowly fall?
Untitled, New York by Francesca Woodman, 1979-80
Also
Dominique Bollinger, Rome #4, Trastevere, 2002
Jonas Pettersson. Cracking void, 2012. Painting, mixed media, 20 x 20 cm.